Eixo Gonadal · Farmacologia
Farmacologia II · Endocrinologia · IESC

Eixo
Hipotálamo-Hipófise-Gonadal

Do GnRH em pulsos ao corpo lúteo gestacional — ciclo menstrual, contraceptivos, SERMs, testosterona e anabolizantes com os exemplos clínicos do professor.

GnRH · FSH · LH Foliculogênese Pílula combinada Tamoxifeno · Anastrozol TRT · Nandrolona
01 · O Eixo

Hipotálamo → Hipófise → Gônadas

Eixo HHG — regulação, feedbacks e aromatase periférica
Hipotálamo GnRH em pulsos modulação + Hipófise Anterior FSH + LH Ovário Estrógeno + Progesterona FSH→granulosa · LH→teca Testículo Testosterona LH → células de Leydig Feedback negativo ♀ Feedback negativo ♂ Tecido adiposo → Aromatase FSH+LH LH
GnRH em pulsos — por que não se doseia

O GnRH é liberado pelo hipotálamo em pulsos. A amplitude e duração de cada pulso determinam quanto FSH ou LH será liberado pela hipófise. É produzido em quantidades tão baixas que é praticamente impossível de dosear na prática clínica. Na prática: dosa-se FSH e LH para avaliar o status do eixo.

A modulação é positiva: GnRH → estimula FSH e LH. Os hormônios gonadais (estrógeno, progesterona, testosterona) fazem feedback negativo sobre hipotálamo e hipófise — é esse mecanismo que os contraceptivos exploram.

GnRH análogos — castração química e puberdade precoce
Goserelina, leuprorrelina ("as relinas da vida"). Em uso contínuo, fazem down-regulation dos receptores hipofisários → FSH e LH zeram → sem hormônios gonadais. Usos: puberdade precoce (atrasa o desenvolvimento, preserva crescimento), câncer de próstata hormônio-sensível. O professor lembrou: estrógeno fecha as placas epifisárias — atrasar a puberdade = mais tempo de crescimento.
Aromatase e tecido adiposo
O tecido adiposo expressa aromatase e converte testosterona → estrógeno. Homem obeso → ginecomastia. Mulher pós-menopausa obesa → fonte ectópica de estrógeno no tecido adiposo → risco de câncer de mama receptor positivo. Além disso: a supra-renal produz DHEA e androstenediona → aromatizados no tecido adiposo → estrógeno periférico.
02 · Ciclo Menstrual

Folículo primordial ao corpo lúteo — o que o professor desenhou no quadro

Menstruação

Dias 1–5. Sem HCG → corpo lúteo degenera → progesterona cai → endométrio colapsa. Não é só sangue — é descamação endometrial + obliteração vascular.

Fase Folicular

Dias 1–13. FSH mobiliza folículos primordiais. Células da granulosa → estrógeno. Endométrio prolifera (trófico ao estrógeno). Um folículo domina, os demais → atresia.

Ovulação

Dia 14. Pico de LH → ruptura do folículo de Graaf → oócito 2 + corona radiata captados pelas fímbrias. Se não captado → gravidez ectópica.

Fase Lútea

Dias 15–28. Folículo → corpo lúteo (LH-dependente) → progesterona → endométrio secretório + histotrofo. Sem fecundação: degeneração → menstruação.

Foliculogênese — células da granulosa, teca, aromatização e corpo lúteo
Folículo primordial FSH ↓ granulosa → Estrógeno Teca (LH) → Andrógenos → Aromatase → Estrógeno Pico de LH Ovulação oócito 2 Corpo Lúteo LH → Progesterona Fase secretória HCG (LH-like) Corpo lúteo gestacional
Por que a mulher nasce com folículos finitos
As mulheres já nascem com todos os oócitos primordiais — a linhagem replicativa feminina inicia a meiose ainda no ambiente intrauterino e fica suspensa. Os folículos ficam inertes durante toda a infância e começam a amadurecer com o surgimento do FSH na puberdade. Cada ciclo mobiliza vários folículos mas apenas um domina — os demais sofrem atresia. Cerca de 450 folículos completam a ovulação em toda a vida reprodutiva.
HCG — por que é o marcador de gravidez
O embrião implantado produz HCG (gonadotrofina coriônica humana), quimicamente muito parecido com o LH. O HCG sustenta o corpo lúteo → que continua produzindo progesterona → que mantém o endométrio secretório. Sem o corpo lúteo, o endométrio colapsaria e haveria aborto precoce. Por ser dosável no sangue e na urina desde os primeiros dias, o HCG é o marcador de gravidez.
MedCaju · Farmacologia · IESC
Questões do eixo gonadal e ciclo menstrual
Mecanismo, foliculogênese e HCG com gabarito comentado.
Resolver no MedCaju
03 · Contraceptivos

Pílula combinada, minipílula e pílula do dia seguinte

⚡ Mecanismo + diferença entre as três + pílula do dia seguinte
A lógica do feedback negativo exógeno

Ao administrar estrógeno + progestágeno externos, o eixo entende que há hormônios suficientes e não precisa estimular a ovulação. O resultado: FSH e LH não sobem o suficiente para ovular. Sem pico de LH, sem ovulação. Estrógeno + progestágeno juntos fazem sinergismo de potencialização — o efeito combinado é maior do que cada um separado.

Pílula Combinada
Estrógeno + Progestágeno
MecanismoInibe FSH e LH → sem ovulação
ComponentesEtinilestradiol + progestágeno (levonorgestrel ou drospirenona)
VantagemMais eficaz — sinergismo de potencialização
AtençãoContraindicada na lactação — estrógeno suprime o leite
Riscos↑ Trombose · ↑ Ca de mama (receptor +)
Minipílula
Progestágeno isolado
MecanismoInibe LH (parcialmente) → sem ovulação se tomada rigorosamente
IndicaçãoLactação (progesterona não suprime leite)
RiscoAtraso de 12h = risco real de ovulação
ExemplosDesogestrel, Etonogestrel (implante)
Pílula do Dia Seguinte
Levonorgestrel 1,5 mg
MecanismoDose alta de progestágeno → impede pico de LH → sem ovulação
EficáciaSó funciona se ainda não ovulou. O lapso de 72h é estatístico — quanto mais cedo, mais eficaz
DIU cobreDiferente: não impede ovulação, impede implantação
O professor foi direto: se ovulou, tchau
A pílula do dia seguinte não funciona se a ovulação já aconteceu. Não é abortiva — impede a ovulação, não a implantação. O lapso de 72h é estatístico porque ovular logo após a relação é raro, mas possível. Algumas mulheres sentem exatamente quando ovulam (dor, alteração de muco) — se souber que ovulou, a pílula não vai ajudar.
Por que estrógeno é contraindicado na lactação
O estrógeno suprime a lactogênese — inibe a ação da prolactina sobre as células mamárias. Na lactação: usar apenas progestágeno (minipílula, injetável trimestral de medroxiprogesterona, implante de etonogestrel). A progesterona não inibe a produção de leite. A prolactina naturalmente inibe a foliculogênese durante a amamentação — é a trava natural da natureza contra gravidez consecutiva.
04 · Progestágenos — atividade androgênica importa

Levonorgestrel vs. Drospirenona — não são iguais

⚡ Diferença androgênico vs. antiandrogênico — cai em SOP e acne
Levonorgestrel — atividade androgênica

Tem atividade androgênica residual: aumenta oleosidade da pele, acne, leve retenção de sal e água (atividade mineralocorticoide). Mulher pode notar pele gordurosa e leve ganho de peso.

Acne Pele oleosa Retenção leve

Drospirenona — antiandrogênica

Atividade antiandrogênica: reduz a ação dos andrógenos endógenos. Melhora acne, reduz oleosidade, não retém líquido (atividade antimineralocorticoide).

SOP Acne hormonal Hirsutismo

ProgestágenoAtividadeIndicação preferencialObs.
LevonorgestrelAndrogênicaContraceptivo geral, pílula do dia seguinteOleosidade, leve ganho de peso
DrospirenonaAntiandrogênicaSOP, acne, hirsutismoNão retém líquido
CiproteronaAntiandrogênica forteSOP grave, hirsutismo acentuadoPotente bloqueador androgênico
DesogestrelProgestogênica puraMinipílula, lactaçãoAtraso 12h = ovulação
MedroxiprogesteronaProgestogênicaInjetável trimestral (Depo)Depósito IM 90 dias
EtonogestrelProgestogênicaImplante subdérmico (Implanon)Liberação contínua constante
SOP — o professor lembrou dos critérios de Rotterdam
SOP não exige cistos no ovário. Diagnóstico por 2 de 3 critérios: hiperandrogenismo (pelos, acne, alopecia), disfunção ovulatória (oligo/amenorreia) e ovário policístico ao ultrassom. A síndrome metabólica contribui para a SOP — tratar a resistência à insulina faz parte do manejo. Drospirenona ou ciproterona são opções antiandrogênicas quando contraceptivo é indicado.
Bifásico e trifásico — por que mudam a carga ao longo do ciclo
Pílulas bifásicas e trifásicas variam a dose de estrógeno e progestágeno ao longo do ciclo, tentando imitar a fisiologia. O objetivo é minimizar o impacto sobre o eixo com o mínimo de hormônio exógeno necessário. As pílulas de placebo (excipiente sem hormônio) servem para manter o hábito de tomar diariamente.
05 · SERMs e Anastrozol

Tamoxifeno, Raloxifeno e Anastrozol — privação estrogênica no câncer de mama

Por que privar o estrógeno no câncer de mama

Câncer de mama luminal (receptor de estrógeno positivo): o estrógeno funciona como fator de crescimento do tumor. A imunohistoquímica confirma o receptor positivo. Estratégia: privar o tumor de estrógeno. Duas abordagens possíveis: bloquear o receptor (SERMs) ou inibir a produção periférica (inibidores de aromatase).

Tamoxifeno

SERM — modulador seletivo do receptor de estrógeno.

Antagonista na mama. Também antagonista no osso (não protege osteoporose).

Pré-menopausa — ovário ainda produz estrógeno; bloquear o receptor é suficiente.

Raloxifeno

SERM com perfil diferente do tamoxifeno.

Agonista no osso (protege osteoporose). Antagonista na mama.

Pós-menopausa com osteoporose sem poder usar estrógeno.

Anastrozol

Inibidor da aromatase — bloqueia toda a conversão periférica de andrógenos em estrógeno.

Pós-menopausa — a produção gonadal cessou; resta apenas a periférica (tecido adiposo, adrenal).

EA: alopecia androgênica (andrógenos acumulam sem ser aromatizados).

O professor contou sobre a mãe — lição sobre estrógeno
Câncer de mama com receptor de estrógeno positivo, metástase linfonodal, mastectomia. Faz terapia de supressão estrogênica com anastrozol. Quatro vezes o professor precisou barrar prescrição de estrógeno feita por outros médicos que não leram o histórico antes de prescrever. "O endométrio atrófico é esperado — ela está em supressão. Não é indicação para repor estrógeno."
Anastrozol no masculino
Em adolescentes com alto percentual de gordura corporal e ginecomastia: anastrozol reduz a aromatização de testosterona → menos estrógeno → menos crescimento mamário. Também preserva crescimento ósseo (estrógeno fecha as epífises). Atenção: zerar completamente o estrógeno no homem traz problemas articulares — o estrógeno protege a cartilagem sinovial. Dose tem que ser certa.
AgenteMecanismoUso principalEfeito no osso
TamoxifenoSERM antagonista mamaCa mama pré-menopausaAntagonista (sem proteção)
RaloxifenoSERM agon. osso / antag. mamaCa mama + osteoporose pós-menopausaAgonista (protege)
AnastrozolInibidor da aromataseCa mama pós-menopausaPerde (sem estrógeno periférico)
06 · Eixo Masculino

Testosterona — LH, células de Leydig e DHT

LH → células de Leydig → testosterona

O LH atua nas células de Leydig do testículo → produção de testosterona. O FSH atua nas células de Sertoli → espermatogênese (produção de espermatozoides).

A testosterona circula ligada à SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) ou livre. Testosterona livre = biologicamente ativa. Na prática clínica: dosa-se testosterona total + SHBG → calcula-se a testosterona livre a partir disso.

A testosterona pode ser convertida em DHT (dihidrotestosterona) pela 5-alfa-redutase. A DHT tem maior atividade androgênica — responsável por calvície androgênica, atividade de próstata e pelos corporais.

Atividade androgênica
Características sexuais secundárias masculinas: pelos, engrossamento da voz, libido, atividade sebácea apócrina. DHT = calvície androgênica, hipertrofia prostática.
Atividade anabólica
Crescimento muscular, densidade óssea, eritropoiese (estimula EPO endógena). Não só musculatura — todo o padrão anabólico corporal.
⚡ Primário vs. secundário vs. terciário — clássico de prova
HIPOGONADISMO PRIMÁRIO

LH e FSH: altos
Testosterona: baixa

Falha testicular. A hipófise tenta compensar mandando mais LH/FSH, mas o testículo não responde.

HIPOGONADISMO SECUNDÁRIO

LH e FSH: baixos
Testosterona: baixa

Falha hipofisária ou do eixo. Hipófise não manda sinal, testículo não produz.

HIPOGONADISMO TERCIÁRIO *

LH e FSH: baixos
Testosterona: alta

*Só existe com testosterona exógena. Feedback negativo suprime o eixo, mas a testo vem de fora.

07 · TRT — Ésteres de Testosterona

Éster curto = rápido · Éster longo = lento

O princípio dos ésteres — liberação controlada

A testosterona é esterificada para aumentar lipofilia e criar depósito intramuscular. Ésteres curtos = liberação rápida. Ésteres longos = liberação lenta. O mesmo princípio dos antipsicóticos depot que o professor usou como analogia.

Undecilato de testosterona: uma aplicação a cada 60 dias mantém níveis estáveis. Cipionato/Decanoato: ~21 dias. Propionato/Acetato: ação curta, dias.

Durateston: mistura de propionato (início rápido) + fenilpropionato + isocaproato + decanoato (sustentação longa). Uma injeção cobre o perfil completo de liberação.

O "vale" — supressão do eixo com testosterona exógena
Testosterona exógena alta → feedback negativo → LH e FSH zeram → testículos param → atrofia testicular se uso prolongado. Quando para o uso: sem testosterona endógena + sem LH/FSH → hipogonadismo grave temporário → disfunção sexual, humor deprimido. O eixo demora semanas/meses para se recuperar. HCG (LH-like) pode reativar as células de Leydig durante esse período. Obs.: no Brasil não há HCG aprovado para uso humano nessa finalidade — o que circula é HCG veterinário.
ÉsterDuraçãoObservação
Propionato / Acetato2–3 diasLiberação rápida — início imediato no Durateston
Fenilpropionato~1 semanaIntermediário
Cipionato / Isocaproato~21 diasPadrão TRT de manutenção
Decanoato~21–28 diasComponente longo do Durateston
Undecilato~60 diasAplicação a cada 2 meses — melhor adesão
Indicação real da TRT
Hipogonadismo confirmado — testosterona total abaixo de ~300 ng/dL + sintomas: fadiga, perda de massa muscular, humor deprimido, disfunção erétil. Também em caquexia por HIV/câncer, sarcopenia grave, estados consumptivos. Receituário especial — duas vias, CPF, CID e justificativa.
08 · Anabolizantes — indicação clínica real

Nandrolona e Oxandrolona — foram criados para pacientes, não para academia

⚡ Professor: "eu sou revoltado porque banalizaram tanto que hoje o médico não prescreve para quem precisa"
Decanoato de Nandrolona (Deca-Durabolin)

Razão anabólica/androgênica: alta. Mais anabólico do que masculinizante — por isso pode ser usado em mulheres com menor risco de virilização.

Indicações da bula (que o professor leu para a turma): caquexia, balanço nitrogenado negativo, osteoporose, anemias (estimula eritropoiese). Antes da eritropoietina recombinante, era o tratamento para anemia em renais crônicos.

Via IM depot

Oxandrolona

Razão anabólica/androgênica: muito alta. Mínima atividade androgênica, máxima anabólica. A mais segura da classe para mulheres e crianças.

Indicações: caquexia, recuperação de queimados, osteoporose, estados pós-cirúrgicos com catabolismo intenso, síndrome de Turner.

Via oral

Riscos cardiológicos — o que ninguém conta nos bastidores da academia
Todo anabolizante tem efeito anabólico não seletivo — incluindo o miocárdio. A hipertrofia cardíaca não é bem-vinda: aumenta risco de arritmias e cardiomiopatia. Também alteram o perfil lipídico (↓ HDL, ↑ LDL). Em homens: supressão do eixo → infertilidade temporária. Em uso prolongado e supra-fisiológico → atrofia testicular real.
CompostoRazão A/AViaIndicação clínica real
Decanoato de NandrolonaAlta (anabólico)IM depósitoCaquexia, anemia, osteoporose, sarcopenia
OxandrolonaMuito altaOralCaquexia, queimados, síndrome de Turner
Testosterona (sais)1:1 (referência)IM depósitoHipogonadismo, TRT, caquexia masculina
09 · Cheat Sheet

Para levar para a prova

Eixo HHG — base
  • GnRH em pulsos → amplitude e duração definem FSH ou LH
  • GnRH não é doseável na prática → dosa-se FSH e LH
  • Análogos GnRH contínuos → down-regulation → castração química
  • Estrógeno fecha placas epifisárias → puberdade precoce = baixa estatura
  • HCG = LH-like → mantém corpo lúteo na gestação → marcador de gravidez
  • Tecido adiposo = aromatase → testosterona → estrógeno (ginecomastia / Ca mama)
Ciclo e Contraceptivos
  • Pico de LH no dia 14 → ovulação → corpo lúteo → progesterona
  • Pílula combinada: sinergismo de potencialização → inibe eixo → sem ovulação
  • Estrógeno contraindicado na lactação (suprime produção de leite)
  • Minipílula: só progestágeno → atraso 12h = risco real
  • Dia seguinte: só funciona se não ovulou ainda. Lapso 72h = estatístico
  • DIU cobre: não evita ovulação → impede implantação
  • Levonorgestrel: androgênico (acne, oleosidade)
  • Drospirenona: antiandrogênica → SOP, acne hormonal
SERMs e Anastrozol
  • Ca mama luminal (receptor + ) → privar estrógeno
  • Tamoxifeno: SERM antagonista mama → pré-menopausa
  • Raloxifeno: agonista osso + antagonista mama → pós-menopausa com osteoporose
  • Anastrozol: inibidor da aromatase → pós-menopausa (bloqueia produção periférica)
  • Anastrozol no homem: ginecomastia + preservação do crescimento puberal
  • EA do anastrozol: alopecia androgênica (andrógenos acumulam)
  • Não zerar estrógeno no homem: articulações dependem dele
Testosterona e Anabolizantes
  • LH → células de Leydig → testosterona livre (biologicamente ativa)
  • Primário: LH↑, Testo↓ (falha testicular)
  • Secundário: LH↓, Testo↓ (falha hipofisária)
  • Terciário: LH↓, Testo↑ → testosterona exógena
  • Éster curto = rápido · Éster longo = lento (undecilato = 60 dias)
  • Supressão prolongada → atrofia testicular → vale sem testo → HCG para reativar
  • Nandrolona e oxandrolona: indicação real — caquexia, osteoporose, anemia, queimados
  • Risco: hipertrofia miocárdica + dislipidemia em todos os anabolizantes
Correlações que o professor enfatizou
Mulher obesa com SOP → hiperinsulinemia → acantose nigricans e acrocórdons · Homem obeso com ginecomastia → aromatização no tecido adiposo → anastrozol · Puberdade precoce → análogos GnRH para atrasar e preservar estatura final · Ca mama receptor positivo → tamoxifeno (pré) / anastrozol (pós) · Lactante que quer contraceptivo → minipílula ou depo-medroxiprogesterona · SOP com acne → drospirenona ou ciproterona · Paciente caquético → nandrolona ou oxandrolona têm indicação real · Homem que parou anabolizante → vale de hipogonadismo → HCG para reativar eixo
MedCaju · Farmacologia · IESC
Questões do eixo gonadal e farmacologia hormonal
Contraceptivos, SERMs, testosterona e anabolizantes com gabarito comentado.
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