🩺 MedCaju · Nefrologia

Doença Renal Crônica

Epidemiologia, diagnóstico, estadiamento, complicações e terapia renal substitutiva

170k
Pacientes em hemodiálise no Brasil
50k
Novos pacientes por ano
29k
Óbitos/ano em hemodiálise
3%
Taxa de transplante renal
3.400
Pacientes em diálise no Piauí
16%
Mortalidade em hemodiálise no Brasil
Perspectiva histórica
Em 2003, o Brasil tinha 50.000 pacientes TOTAIS em diálise. Hoje, entram 50.000 novos pacientes por ano. A expansão exponencial coloca a DRC como um dos maiores problemas de saúde pública do país.
Por que a conta nunca fecha?
📈 A equação do crescimento

A fórmula é simples e alarmante: a cada ano entram ~50.000 pacientes, apenas 3% recebem transplante e 29.000 morrem — mas como 50.000 > 29.000, o estoque total de pacientes em diálise cresce indefinidamente.

No Piauí, 40% dos pacientes que entram em diálise como crônicos chegam já em urgência dialítica — ou seja, nunca tinham dosado sequer uma creatinina antes.

Quer praticar mais sobre DRC?

O MedCaju tem questões comentadas de todos os grandes concursos de residência.

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Definição Oficial (KDIGO)
Conceito
DRC é definida como anormalidades na estrutura ou função renal, presentes por mais de 3 meses, com implicações para a saúde. Não exige necessariamente queda da filtração glomerular.
Marcadores de Dano Renal (≥1 por +3 meses = DRC)
⚠️ Ponto de prova
O clearance de creatinina (Clcr) NÃO é usado no paciente agudo pois requer função renal estável ao longo de 24h. No contexto ambulatorial (DRC), é o exame padrão para estimar filtração glomerular.
Principais Causas de DRC (Brasil 2024)
CausaPosiçãoMecanismo Principal
Hipertensão Arterial1ª (empatada)Hipertensão intraglomerular → esclerose
Diabetes mellitus1ª (empatada)Glicação, hiperfiltração, fibrose
GlomerulopatiasInflamação → perda de néfrons
Doença Renal PolicísticaGenética autossômica dominante (DRPAD)
Uropatia obstrutivaHPB → pressão hidrostática retrógrada
Pielonefrite de repetiçãoRefluxo vésico-ureteral → cicatriz renal
Ins. renal renovascularAterosclerose da artéria renal
VasculitesAutoimune
🏭
Raciocínio vascular: Aterosclerose na coronária → IAM. Aterosclerose na carótida → AVC. Aterosclerose na artéria renal → insuficiência renal renovascular, associada à hipertensão de difícil controle (hipertensão renovascular).
🧠 Mnemônico — Causas de DRC
Hipertensão
Diabetes
Glomerulopatias
Policística
Obstrução / Uropatia
Refluxo / Pielonefrite
Vasculite
"HD GraPO RaVa" (ou simplesmente: HiDroPóGrava)
🎯 Princípio fundamental
DRC é uma doença silenciosa. Não espere o paciente referir sintomas para investigar. A busca deve ser ativa, nos grupos de risco — hipertensos, diabéticos, idosos, obesos, tabagistas e com história familiar.
Grupos de Risco — Busca Ativa Obrigatória
Diabéticos Hipertensos Doença cardiovascular Idosos Obesos Tabagistas História familiar de DRC
Exames — Avaliação Sistemática da Função Renal
🔬 Função de Filtração +

Ureia e Creatinina: marcadores mais precoces. A creatinina sozinha engana — uma idosa de 85 anos com creatinina 1,3 mg/dL (aparentemente normal) pode ter filtração de apenas 40 ml/min.

Equação CKD-EPI 2021 (sem raça): melhor estimativa da TFG. Usa sexo, idade e creatinina. Disponível em calculadoras online e apps.

Clearance de creatinina (Clcr 24h): método direto — urina de 24h. Só no crônico (função estável).

⚡ Equilíbrio Eletrolítico +

Potássio: principal eletrólito para avaliar a capacidade renal de excreção iônica. Sódio sobe, mas retido junto com água (não sobe no soro). Potássio acumula e gera risco de arritmia.

Sódio: monitorar retenção hídrica; o marcador real é o edema clínico.

🦴 Doença Mineral Óssea +

Cálcio: baixa porque não há vitamina D ativa → má absorção intestinal.

Fósforo: sobe porque o rim não filtra adequadamente.

PTH (Paratormônio): aumenta em resposta à hipocalcemia → hiperparatireoidismo secundário → retirada de cálcio do osso.

Vitamina D (25-OH e 1,25-OH): reduzida por incapacidade de hidroxilação renal.

Fosfatase alcalina: marcador de remodelação óssea.

⚠️ Essas alterações são tardias — surgem quando TFG se aproxima de 20 ml/min.

🩸 Hematologia e Ferro +

Hemograma: anemia normocítica normocrômica por deficiência de eritropoetina.

Cinética do ferro (ferritina, saturação de transferrina): não diagnóstica, mas terapêutica — repor ferro antes de iniciar eritropoetina se estoques baixos.

O ambiente urêmico também reduz sobrevida das hemácias de 120 → 60 dias e causa perda crônica pelo TGI (mucosa friável).

🫁 Equilíbrio Ácido-Base +

Gasometria: não é rotina — indicada quando TFG < 30 ml/min ou suspeita de acidose metabólica significativa.

Mecanismo: rim comprometido → acúmulo de íons H⁺ → esgotamento dos tampões → pulmão compensa com taquipneia (eliminando CO₂).

🖼️ Imagem — Ultrassom Renal +

É o exame de imagem padrão para DRC. Achados que definem rim crônico:

1️⃣ Atrofia: rim abaixo de 9 cm (normal ~10 cm)
2️⃣ Perda da relação córtex-medular: não é possível diferenciar córtex de medula
3️⃣ Aumento difuso da ecogenicidade: rim mais branco que o fígado

⚠️ A imagem é o último marcador a se alterar — não aguarde a imagem para tratar.

Sequência Temporal de Alterações
1

Ureia e Creatinina ↑ (precoce)

Primeiros marcadores a se alterar. Use CKD-EPI para estimar TFG.

2

Potássio ↑ / Proteinúria

Acumulação de K⁺ → risco de arritmia. Proteinúria = marcador de dano glomerular ativo.

3

PTH ↑ (pode ser precoce relativo)

Hiperparatireoidismo secundário como primeiro sinal de doença mineral óssea incipiente.

4

Anemia (TFG ~30–40 ml/min)

Deficiência de eritropoetina. Hemograma alterado.

5

Cálcio ↓ / Fósforo ↑ (TFG ~20 ml/min)

Doença mineral óssea evidente. Vitamina D muito reduzida.

6

Imagem alterada + Sintomas urêmicos (TFG <15)

Atrofia renal no USG. Síndrome urêmica manifesta. Iminência de diálise.

!

Indicação de Diálise (TFG <10–15)

Ou antes, se urgência dialítica presente.

Por que a creatinina isolada pode ser enganosa na avaliação da função renal?
Toque para revelar a resposta
A creatinina é dependente da massa muscular. Uma idosa sarcopênica de 85 anos pode ter creatinina de 1,3 mg/dL (aparentemente normal), mas, ao aplicar a equação CKD-EPI considerando sexo e idade, a TFG estimada pode ser de apenas 35–40 ml/min — já no estágio 3B. Sempre calcule a TFG estimada.
Estadiamento pela TFG (CKD-EPI)
G1
≥ 90
ml/min
G2
60–89
ml/min
G3a
45–59
ml/min
G3b
30–44
ml/min
G4
15–29
ml/min
G5
< 15
Falência
Por que G3 foi dividido em A e B?
Estudos mostraram que pacientes com TFG 30–44 ml/min (G3b) têm mortalidade significativamente maior do que com 45–59 ml/min (G3a), mesmo dentro do mesmo "estágio 3". A subdivisão permitiu estratificar melhor o risco sem renumerar todos os estágios.
Estadiamento pela Albuminúria
CategoriaAlbuminúria (mg/g cr)Classificação
A1< 30Normal a levemente aumentada
A230–300Moderadamente aumentada
A3> 300Gravemente aumentada
🎯 Combinação TFG × Albuminúria = Prognóstico

A tabela CGA (Color Green-Amber-Red) do KDIGO cruza os estágios G e A. Quanto mais à direita (albuminúria alta) e mais abaixo (TFG baixa), maior o risco de progressão para DRCT e de mortalidade cardiovascular. A frequência de consultas (visitas/ano) também é orientada por essa tabela.

👷
A analogia dos néfrons remanescentes: imagine 100 alunos que precisam carregar carteiras. Conforme vão saindo, os que ficam carregam mais. Quando restam apenas 5 alunos (TFG ~10%), eles não conseguem mais compensar — as carteiras (toxinas, sódio, potássio) ficam para trás. É aí que surgem os sintomas urêmicos.
Um paciente diabético deve ser encaminhado à diálise com TFG menor que 10 ou 15 ml/min?
Toque para revelar
No diabético, a indicação pode ocorrer um pouco antes — com TFG em torno de 15 ml/min — pois eles têm mais complicações e pior tolerância à uremia. Na população geral, o limiar habitual é TFG < 10 ml/min ou presença de urgência dialítica.
Complicações Sistêmicas da DRC
💧 Hiper-hidratação (Hipervolemia) +

O rim incapaz de excretar sódio retém água junto → hipervolemia. Consequências:

Hipertensão arterial: aumento do volume circulante
Edema periférico: extravasamento para terceiro espaço
Edema agudo de pulmão: urgência dialítica se diurético não funcionar (paciente oligúrico/anúrico)

→ Intervenção: restrição de sódio na dieta. Se refratária: diálise.

⚡ Hipercalemia +

O potássio não é eliminado adequadamente → acúmulo sérico.

Manifestações leves: fraqueza muscular, câimbras
Manifestações graves (K⁺ > 6,5–7): arritmias letais → parada cardíaca

• Monitorar com ECG: ondas T apiculadas, alargamento QRS, ondas sinusoidais.
• Novo: patiromer e ciclosilicato de zircônio são quelantes de potássio mais modernos.
• Refratário: indicação de diálise de urgência.

🦴 Doença Mineral Óssea (Osteodistrofia Renal) +

Cascata fisiopatológica:

Rim não hidroxila vitamina D → ↓ Ca²⁺ intestinal → ↑ PTH (hiperparatireoidismo 2º) → reabsorção óssea → ↑ fósforo (rim não filtra) → piora o hiperparatireoidismo

Não confundir com osteoporose: são entidades distintas. A osteodistrofia renal é específica do paciente com DRC.

→ Tratamento: quelantes de fósforo, vitamina D ativa (calcitriol/alfacalcidol), calcimiméticos (cinacalcete).

🩸 Anemia +

Mecanismos múltiplos:

1. ↓ Eritropoetina (principal) — rim não detecta hipóxia adequadamente
2. Sobrevida das hemácias reduzida: 120 → 60 dias (ambiente urêmico hemolítico)
3. Perda crônica pelo TGI (mucosa friável)
4. Anorexia urêmica → déficit de ferro e folato
5. Hiperparatireoidismo contribui indiretamente

→ Tratamento: corrigir estoques de ferro primeiro, depois eritropoetina sintética (darbepoetina, epoetina).

🫧 Acidose Metabólica +

Acúmulo de íons H⁺ não excretados → consumo de bicarbonato (tampão) → compensação pulmonar.

• Manifestação: taquipneia/hiperventilação (respiração de Kussmaul nas formas graves)
• Gasometria: acidose metabólica com anion gap elevado
• Tratamento: bicarbonato de sódio oral (HCO₃ > 22 mEq/L é o alvo)

→ Indicação de diálise se refratária.

🧠 Síndrome Urêmica (Encefalopatia Urêmica) +

Causada pelo acúmulo de ureia e outras toxinas urêmicas (indoxil sulfato, β2-microglobulina, ADMA etc.).

Progressão clínica:
1. Anorexia, náuseas, insônia (leve)
2. Vômitos, sonolência, inversão do ciclo sono-vigília
3. Confusão mental, fala arrastada
4. Asterixis (flapping tremor): tremor grosseiro de extremidades ao manter dorsiflexão das mãos → indica encefalopatia grave
5. Coma → morte

→ Ureia crítica para síndrome urêmica: próxima de 200 mg/dL (normal ~40 mg/dL).

Indicação de diálise de urgência em qualquer estágio de encefalopatia grave.

Manifestações por Sistema
SistemaManifestação
CardiovascularHipertensão, ICC, pericardite urêmica
PulmonarDerrame pleural (pleurite), edema agudo de pulmão
NeurológicoInsônia → asterixis → encefalopatia → coma
HematológicoAnemia, tendência a sangramento (disfunção plaquetária)
GastrointestinalAnorexia, náusea, hálito urêmico (odor de urina)
Ósseo-MineralOsteodistrofia renal, dor óssea, fraturas
ImunológicoImunossupressão → infecções oportunistas
🩺 Caso Clínico Correlato

Paciente de 68 anos, diabético há 20 anos, comparece ao ambulatório assintomático. Médico faz exames de rotina: creatinina 3,2 mg/dL (parece alto, mas o paciente não sente nada). CKD-EPI: TFG = 18 ml/min (G4). USG: rins 8 cm, com perda da relação córtex-medular.

Esse paciente está a um passo da diálise — e entrou no consultório sem nenhuma queixa. É exatamente por isso que a busca ativa nos grupos de risco é mandatória.

Indicações de Diálise
📋 Indicações Eletivas vs. Urgência
🧠 Mnemônico — Urgências Dialíticas
AAEIOU
Acidose (metabólica refratária)
Azotemia (uremia sintomática)
Eletrólitos (hipercalemia grave)
Intoxicação (ex: metanol, salicilato)
Overload (hipervolemia/EAP refratário)
Uremia (síndrome urêmica)
Modalidades de Terapia Renal Substitutiva
💧 Diálise Peritoneal (CAPD)

Princípio: gradiente osmótico. Infunde-se ~2L de solução de diálise na cavidade abdominal via cateter de silicone (Tenckhoff). As toxinas migram do sangue para a solução. Após 4–6h, a solução está saturada e é drenada.

4 trocas por dia, todos os dias
• Paciente realiza em domicílio → mais autonomia
• Variante automatizada: DPAC (ciclo noturno automático)
• Contraindicação relativa: cirurgia abdominal prévia, peritonite recorrente

🔴 Hemodiálise (HD)

Princípio: circulação extracorpórea do sangue por um filtro com membrana semipermeável. A solução de diálise limpa está do outro lado da membrana — as toxinas migram por gradiente de concentração e pressão hidrostática.

3 sessões por semana, 4 horas cada
• Acesso: fístula arteriovenosa (FAV) — padrão-ouro; ou cateter de duplo lúmen
• Realizada em clínica ou hospital

🏆 Transplante Renal

Única modalidade curativa. O rim do doador é implantado na fossa ilíaca (retroperitoneal, heterotópico). Os rins nativos são mantidos in situ (salvo complicação). O rim transplantado é vascularizado pelas ilíacas.

• Taxa atual no Brasil: apenas 3% dos pacientes em diálise
• Requer imunossupressão vitalícia
• Melhor sobrevida e qualidade de vida vs. diálise

CritérioDiálise PeritonealHemodiálise
LocalDomicílioClínica/Hospital
FrequênciaDiária (4x/dia)3x/semana
AcessoCateter peritonealFAV ou cateter venoso
AutonomiaAltaBaixa
Função renal residualPreservada por mais tempoDiminui mais rápido
Contraindicação principalCirurgia abdominal prévia, obesidade graveSem acesso vascular
Contexto Brasileiro
No Piauí, com 3.400 pacientes em diálise, apenas 7 fazem diálise peritoneal — reflexo da crise de acesso, desinteresse econômico das operadoras e déficit de capacitação. O cenário ideal seria ampliar DP para preservar função renal residual e oferecer mais autonomia.
Por que o diurético não funciona no paciente com hipervolemia grave por DRC terminal?
Toque para revelar
O diurético precisa chegar ao túbulo renal para atuar. Se o rim está em falência (oligúria/anúria), não há fluxo urinário suficiente para o diurético exercer efeito. A única forma de remover o excesso de volume é a ultrafiltração dialítica.
Como funciona
Responda as questões abaixo. Sua pontuação aparece no canto inferior direito. Clique em qualquer alternativa para revelar o gabarito comentado.
1. Uma paciente de 82 anos, hipertensa, apresenta creatinina de 1,2 mg/dL. Aplicando a equação CKD-EPI, a TFG estimada é de 38 ml/min. Qual o estadiamento correto?
Correto: B — TFG 38 ml/min = estágio G3b (30–44). A creatinina de 1,2 parece normal, mas idosos têm massa muscular reduzida → creatinina subestimada. Sempre use a equação CKD-EPI.
❌ A TFG estimada de 38 ml/min corresponde ao estágio G3b (30–44 ml/min). A creatinina isolada é enganosa em idosos sarcopênicos.
2. Qual das seguintes NÃO é uma indicação de diálise de urgência?
Correto: C — Anemia por DRC é tratada com eritropoetina e reposição de ferro, não com diálise de urgência. As indicações AAEIOU envolvem acidose, azotemia, eletrólitos, intoxicação, overload e uremia.
A resposta é C. Anemia por DRC é tratada clinicamente (eritropoetina + ferro), não é indicação de diálise de urgência.
3. A doença mineral óssea da DRC se caracteriza por qual tríade laboratorial?
Correto: D — ↓ vitamina D → ↓ Ca (má absorção) + ↑ P (rim não filtra) → ↑ PTH (resposta compensatória). O PTH tenta compensar o cálcio baixo mobilizando osso, piorando a osteodistrofia.
Correto: D — Ca↓, P↑, PTH↑. Lembre: rim não ativa vitamina D → menos Ca absovido → PTH sobe para compensar + fósforo acumula por falha de filtração.
4. Qual exame de imagem define "rim crônico" e quais são os 3 achados característicos?
Correto: A — O ultrassom é o exame padrão. Os 3 achados são: (1) atrofia (<9 cm), (2) perda da diferenciação córtex-medular e (3) aumento difuso da ecogenicidade.
Resposta: A. O ultrassom renal é o exame de imagem padrão para DRC. Os três critérios são atrofia, perda da relação córtex-medular e aumento da ecogenicidade.
5. Por que o clearance de creatinina (Clcr) de 24h NÃO é usado em paciente com lesão renal aguda?
Correto: B — No paciente agudo, a função renal pode mudar hora a hora. Uma coleta de 24h representaria a média de um período instável, não o estado atual. Para avaliação pontual, usa-se a creatinina sérica com equações estimadoras.
Resposta: B. No paciente agudo, a função renal oscila ao longo do dia. O Clcr de 24h geraria uma média sem validade clínica pontual.
🎯 Pontuação: 0/0