Organizado por Igor Sabino para a revisão da PR1 — tudo que a Profª Dra. Mayara Ladeira disse que vai cair, com destaques e cards para revisar.
Para cada fármaco: nome → classe → mecanismo detalhado (receptor exato, enzima, agonista/antagonista) → principal efeito adverso. Não escreva frases genéricas como "aumenta a dopamina" — isso vai te confundir na prova.
Caso clínico de prescrição: A professora confirmou que haverá uma questão prática onde você deve escolher o formulário correto e saber quantos dias a legislação permite. Posologia (dose exata) NÃO será cobrada.
Foco no mecanismo DETALHADO: Não basta dizer "aumenta dopamina". Você precisa dizer qual enzima é inibida, qual receptor é afetado, se é agonista ou antagonista. Também cobrado: indicações e contraindicações absolutas em neuropatas.
Levodopa: Atravessa a BHE → convertida em dopamina pela DOPA descarboxilase no SNC → repõe via nigroestriatal deficiente.
Carbidopa: Inibe a DOPA descarboxilase periférica (não atravessa BHE) → mais Levodopa chega ao SNC → menos conversão periférica → menos náuseas, hipotensão, psicose periférica.
Contraindicação absoluta: Anticolinérgicos (biperideno) são contraindicados em idosos e em glaucoma de ângulo fechado. Causam retenção urinária, confusão, alucinações.
A professora cobrou os nomes específicos: genfibrozila e fenofibrato (fibratos), ezetimiba (intestino). Saber o mecanismo molecular de cada um, os exames de monitoramento e o risco da combinação estatina + fibrato.
| Fármaco | Local | Mecanismo Molecular | Principal EA |
|---|---|---|---|
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Estatinas
sinvastatina · atorvastatina
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Fígado | Inibem HMG-CoA redutase no hepatócito → ↓ síntese de colesterol → ↑ receptores LDL | Miopatia Hepatotox. |
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Ezetimiba
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Intestino | Inibe transportador NPC1L1 no enterócito → ↓ absorção de colesterol dietético | Diarreia |
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Genfibrozila
fenofibrato
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Fígado/músculo | Ativam receptor PPAR-α → ↑ oxidação de AG → ↓ TG · ↑ HDL | Miopatia ↑↑ c/ estatina |
COMBINAÇÃO PERIGOSA — Estatina + Genfibrozila: Risco elevado de rabdomiólise. Se necessário combinar, preferir fenofibrato (mais seguro). Monitorar CPK e TGO/TGP obrigatoriamente.
Diferenciação FORTE entre típicos e atípicos — quando usar cada um, quais as vias de ação, quais os EA. A professora usará nomes comerciais nos casos clínicos: Haldol = haloperidol, Fenergan = prometazina. Saiba a associação rápida.
Dois focos: (1) Qual fármaco para qual tipo de crise. (2) O "efeito tesoura" dos barbitúricos — indução enzimática CYP450 + depressão medular. A professora destacou: Gardenal = fenobarbital. Saber diferença de segurança barbitúrico vs benzodiazepínico.
| Tipo de Crise | 1ª Escolha | Alternativas |
|---|---|---|
| Ausência (Petit Mal) | Etossuximida | Valproato |
| Tônico-Clônica Generalizada | Valproato de sódio | Fenitoína, Carbamazepina |
| Parcial / Focal | Carbamazepina | Fenitoína, Lamotrigina |
| Status Epilepticus | BZD IV (diazepam/lorazepam) | Fenitoína IV |
| Mioclônica | Valproato | Clonazepam |
Barbitúricos ativam enzimas do CYP450 hepático — funcionam como uma "tesoura" que acelera a degradação de outros fármacos no corpo. Resultado: falha terapêutica de anticoncepcionais, varfarina, antivirais. Por isso + janela estreita = dosagem sérica obrigatória para garantir nível terapêutico.
"A Digoxina estará na prova" — palavras exatas da professora. Saiba: mecanismo da bomba Na⁺/K⁺-ATPase, baixo índice terapêutico, sinais de toxicidade. Também cobrado: BCC di-hidropiridínico vs não-di-hidropiridínico e a dupla cobrança dos nitratos (ICC + isquemia).
Inibe a bomba Na⁺/K⁺-ATPase no cardiomiócito → ↑ Na⁺ intracelular → ativa trocador Na⁺/Ca²⁺ → ↑ Ca²⁺ intracelular → inotrópico positivo (↑ força de contração).
Também ativa o nervo vago → cronotrópico negativo (↓ FC). Útil na ICC + fibrilação atrial.
⚠️ Baixo índice terapêutico: Tóxica perto da dose eficaz. Intoxicação: náuseas, halos amarelados/verdes na visão, arritmias. Piora com hipocalemia (diuréticos de alça).
A professora garantiu que vai cobrar anti-hipertensivos em gestantes e em pacientes com DRC. Também alertou sobre a pegadinha do tiazídico em emergência. Betabloqueadores caem tanto em HAS quanto em cardiopatias.
| Diurético | Mecanismo | Uso | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Tiazídico Hidroclorotiazida |
Inibe cotransportador Na⁺/Cl⁻ no TCD | HAS crônica | NÃO para emergência |
| Alça Furosemida |
Inibe Na⁺/K⁺/2Cl⁻ na alça de Henle | ICC · edema · emergência | Hipocalemia (⚠️ Digoxina) |
| Poupador K⁺ Espironolactona |
Antagonista aldosterona (TCD/coletor) | ICC · cardioproteção | Hipercalemia na DRC |
FALSO "O diurético tiazídico é muito utilizado para emergências hipertensivas"
Tiazídico é para HAS crônica. Emergência hipertensiva → nitroprussiato de sódio IV, labetalol IV ou nicardipino IV.
Dois alertas: (1) Saber o que muda de ISRS para ISRSN — a professora pediu especificamente. (2) Os EA são o ponto mais cobrado pois guiam as trocas de tratamento. (3) Pegadinha: Fluoxetina NÃO é tricíclico.
| Classe | Exemplos | Mecanismo Detalhado | EA Principal |
|---|---|---|---|
| Tricíclicos (ADT) | Amitriptilina Imipramina |
Inibem recaptação 5-HT + NA + bloqueio muscarínico, H1, α1 | Anticolinérgicos Cardiotox. |
| IMAO | Fenelzina Moclobemida |
Inibem MAO → ↓ degradação de 5-HT, DA, NA → ↑ monoaminas | Crise hipert. c/ tiramina |
| ISRS | Fluoxetina Sertralina |
Inibem SERT → ↑ 5-HT na fenda sináptica | Disfunção sexual Insônia |
| ISRSN | Duloxetina Venlafaxina |
Inibem SERT + NET (noradrenalina) — o avanço é adicionar a NA | HAS leve Disfunção sex. |
| NaSSA | Mirtazapina | Antagonista α2 pré-sináptico → ↑ liberação 5-HT e NA; bloqueia H1 | Ganho de peso Sedação intensa |
Critérios de Beers: A professora deu essa dica explicitamente. Todos os benzodiazepínicos estão na lista de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos ≥65 anos — risco de quedas, fraturas, confusão cognitiva.
Potencializam o receptor GABA-A → ↑ frequência de abertura do canal de Cl⁻ → hiperpolarização → efeitos: ansiolítico + hipnótico + anticonvulsivante + miorrelaxante.
Antagonista: Flumazenil — antagonista competitivo no sítio BZD. Indicado em superdose/intoxicação. Meia-vida curta (15-20 min) — pode precisar de redosagem.
| Meia-vida | Fármacos | Uso Típico |
|---|---|---|
| Longa (dias) | Diazepam (Valium), Clorazepato | Ansiedade crônica, abstinência alcoólica |
| Intermediária | Clonazepam (Rivotril), Alprazolam | Ansiedade, pânico, epilepsia |
| Curta (horas) | Lorazepam, Midazolam | Status epilepticus IV, sedação procedimentos |
"O foco absoluto foi o Zolpidem" — palavras da professora. Saiba onde ele se liga (subunidade α1 do GABA-A), como o corpo elimina (CYP3A4 hepático) e os comportamentos automáticos como EA.
EA mais bizarro e grave do Zolpidem: Comportamentos automáticos (parassonias) — paciente come, dirige, faz ligações sem acordar e sem lembrar. Também: tolerância, dependência, efeito rebote. Critérios de Beers: inapropriado em idosos.
FALSO "Diurético tiazídico é muito utilizado para emergências hipertensivas"
Tiazídico = HAS crônica. Emergência = nitroprussiato IV, labetalol IV.
FALSO "Fluoxetina é antidepressivo tricíclico"
Fluoxetina = ISRS. Tricíclicos = amitriptilina, imipramina, nortriptilina. Classes e mecanismos completamente diferentes.
DIFERENÇA CRÍTICA Barbitúricos causam depressão medular (risco de morte) + indução CYP450 ("tesoura"). Benzodiazepínicos: NÃO causam depressão medular, NÃO induzem CYP. Por isso barbitúricos têm janela terapêutica estreita e exigem dosagem sérica.
CONTRAINDICADO IECA e BRA são teratogênicos — causam insuficiência renal fetal e oligoidrâmnio. 1ª escolha na gestação = Metildopa. Cobrado com certeza!
A evolução do ISRS (fluoxetina) para o ISRSN (duloxetina) é a adição do bloqueio do NET (transportador de noradrenalina). A mirtazapina é diferente ainda — antagonista α2, não é inibidor de recaptação.
A professora usará nomes comerciais nos enunciados. Mapeie: Haldol = Haloperidol · Fenergan = Prometazina · Gardenal = Fenobarbital · Rivotril = Clonazepam · Valium = Diazepam · Tegretol = Carbamazepina
Na hipertensão: normal associar 2, 3, 4, 5 fármacos ao mesmo tempo. Na depressão: geralmente não se associam antidepressivos logo de início — se o paciente não se adapta, troca-se a medicação. Os EA guiam a escolha do próximo fármaco.