Fisiopatologia · Bolsa ácida · Los Angeles · Exames · Barrett · Tratamento · Quiz
O esfíncter esofágico inferior não está hipotônico cronicamente — ele tem tônus adequado, mas relaxa em momentos inadequados. O professor usa a metáfora: "portão eletrônico com curto-circuito que abre na hora errada e fica aberto por mais tempo." Esse mecanismo é o mais frequente na DRGE.
Após a refeição, o pH gástrico aumenta (comida tampona o ácido). Mas as células parietais continuam secretando HCl — que forma um sobrenadante ácido com pH ~1,6 logo abaixo do EEI. Quando reflui, causa pirose intensa mesmo em pacientes com IBP. A solução: associar alginato, que forma gel flutuante quebrando esse sobrenadante.
Conteúdo biliar e pancreático (alcalino) pode subir por disfunção do piloro. Refluxo alcalino é estatisticamente mais associado a transformação neoplásica do que o ácido. A pHmetria isolada não detecta esse tipo de refluxo.
Pirose — queimação retroesternal ascendente. Diferente da azia (localizada, não sobe). Regurgitação — retorno alimentar ou ácido até a garganta, sem vômito.
Atualização: pelo Lyon 2.0 e Diretrizes BR 2024, dor torácica não cardíaca é agora sintoma TÍPICO — não mais atípico. É também a principal causa de dor torácica não cardíaca. Em questões antigas: resposta = pirose + regurgitação. Em questões atualizadas: inclui dor torácica não cardíaca.
Não é o padrão ouro do diagnóstico, mas é obrigatória antes de qualquer outro exame. Avalia lesões, classifica pelo Los Angeles, descarta neoplasia e diagnósticos alternativos. 30% têm erosões (DRGE erosiva); 70% têm endoscopia normal (DRGE não erosiva). Endoscopia normal não afasta o diagnóstico.
pHmetria = padrão ouro para refluxo ácido. Sonda 5 cm acima do EEI (posicionada pela manometria). Exposição ácida >6% = diagnóstico. <4% = fisiológico. 4–6% = zona indeterminada.
A manometria é obrigatória antes da pHmetria para localizar o EEI. Também diagnostica distúrbios motores. Limitação da pHmetria: detecta apenas refluxo ácido — os 20–30% com refluxo alcalino ou fracamente ácido terão resultado falso-negativo.
Combina pH + sensores de impedância que detectam qualquer deslocamento no esôfago — ácido, fracamente ácido, alcalino, gasoso. Correlaciona refluxo com sintomas, diferenciando fenótipos:
Los Angeles, pHmetria e sequência diagnóstica são muito cobrados em provas de clínica.
Questões de DRGE →O Esôfago de Barrett é a substituição do epitélio escamoso por epitélio colunar com metaplasia intestinal — resposta adaptativa à agressão ácida crônica. Mucosa cor salmão na EDA acima da linha Z.
Diagnóstico: biópsia com metaplasia colunar tipo intestinal. No Brasil, mucosa tipo gástrico não é Barrett. Curto (<3 cm) = baixo risco. Longo (≥3 cm) = risco aumentado, monitorização intensiva.
Barrett, progressão e protocolo de vigilância — alta frequência em provas.
Questões de Barrett →DRGE, Los Angeles, Barrett — recorrentes em provas de clínica médica.
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