Valvopatia Aórtica — Revisão Completa
Cardiologia · Valvopatias · Prof. Francisco Junior

Válvula Aórtica
— Revisão Completa

Estenose + Insuficiência · Aula integrada com os Slides Oficiais · Diretrizes SBC 2020 · ESC/EACTS 2025 · ACC/AHA 2020

SBC 2020 ESC/EACTS 2025 ACC/AHA 2020 Quiz interativo Checklist de revisão

01. Epidemiologia e Etiologia

"Valvopatia aórtica é doença de vovô. Valvopatia mitral é doença de paciente jovem. Bota isso na cabecinha de vocês."
👴
Valvopatia Aórtica
Idoso · Causa degenerativa
🧑
Valvopatia Mitral
Jovem · Causa reumática
📊 SLIDE — Dados Globais
Prevalência global: 116/100.000 hab. (era 46/100.000 em 1990). EA degenerativa acomete 3–5% da população acima de 75 anos. Brasil: pico bimodal — reumática/bicúspide em jovens; degenerativa em idosos.
EtiologiaPerfilDetalhe
DegenerativaIdosos >75aCalcificação progressiva. Fatores ateroscleróticos (HAS, dislipidemia). Causa mais prevalente globalmente.
BicúspideJovens (congênita)2% da população geral. Associação com aortopatia em 70% dos casos. PROVA
ReumáticaJovens (febre reumática)Fusão comissural. Frequentemente associada a acometimento mitral. Ainda relevante no Brasil.
⚠️ Regra Clínica — Paciente Jovem com EA

Jovem com sopro sistólico em foco aórtico = válvula aórtica bicúspide até prova em contrário. Alteração congênita: nasce com 2 folhetos em vez de 3.

02. Anatomia da Válvula Aórtica

📐 Estrutura Normal
  • 🔹 3 cúspides semilunares: Coronariana Direita, Coronariana Esquerda e Não Coronariana
  • 🔹 Área valvar normal: 3,0 – 4,0 cm²
  • 🔹 Fluxo unidirecional VE → Aorta na sístole | Impede refluxo na diástole
  • 🔹 Raiz aórtica = ânulo + seios de Valsalva + junção sinotubular
  • 🔹 Coronárias nascem dos seios de Valsalva → são irrigadas durante a diástole (quando a válvula se fecha e sangue refui pelos seios)

03. Estenose Aórtica — Fisiopatologia

"Estenose é dificuldade de abertura da válvula. O VE bate com força para tirar sangue, a válvula não abre totalmente, sangue passa estreitado — gera o sopro mais fácil de auscultar de todos."
Obstrução progressiva → ↑ gradiente transvalvar → ↑ pós-carga (tensão parietal sistólica)
Hipertrofia concêntrica → mecanismo compensatório pela Lei de Laplace para normalizar tensão parietal
Disfunção diastólica → ↓ complacência ventricular → ↑ pressões de enchimento
Isquemia miocárdica → hipertrofia ↑ demanda O₂ + ↓ perfusão coronariana → Angina
Fluxo cerebral reduzido → incapacidade de ↑ DC frente à vasodilatação → Síncope
Disfunção sistólica tardia → "afterload mismatch" → perde Frank-Starling → coração dilata → Dispneia (IC)
🩺 Ausculta e Exame Físico

Sopro sistólico ejetivo em foco aórtico, formato "diamante" (crescendo-decrescendo), pico telessistólico.

Parvus et tardus: pulso de baixa amplitude e ascensão lenta. PROVA

Fenômeno de Gallavardin: irradiação dos componentes agudos para o ápice, simulando IM — não confundir. PROVA

B2: Hipofonético ou desdobramento paradoxal.

04. Tríade Clínica da Estenose Aórtica

💔
Angina
Sobrevida ≈ 5 anos

1º sintoma · isquemia coronariana

Síncope
Sobrevida ≈ 3 anos

Cardiogênica = "liga/desliga"

🫁
Dispneia
Sobrevida ≈ 2 anos

Sintoma final · IC instalada

🔴 Ponto de Inflexão — Qualquer Sintoma = Intervir

Os slides confirmam: a tríade marca o início do declínio prognóstico. Qualquer sintoma em EA importante = indicação de intervenção Classe I em todas as diretrizes.

Cardiogênica: "liga/desliga" — cai sem aviso, recupera rápido, sem confusão pós-ictal, sem incontinência.

Neurológica: demora acordar, confusão ao acordar, pode ter incontinência, mordida de língua.

"Papai tava na moto, caiu seco. Nem deu tempo de estender a mão." → cardiogênica.

05. Ecocardiograma — Estenose Aórtica

Parâmetros completos segundo a Diretriz SBC 2020:

ParâmetroLeveModeradaImportante
AVA (cm²)> 1,51,0 – 1,5≤ 1,0
AVA indexada (cm²/m²)> 0,850,6 – 0,85≤ 0,6
Gradiente médio (mmHg)< 2525 – 39≥ 40
Vmáx do jato (m/s)< 3,03,0 – 3,9≥ 4,0
Razão de velocidades> 0,500,25 – 0,50< 0,25
🔴 Marcadores de Mau Prognóstico (SBC 2020)

AVA < 0,7 cm² · Vmáx > 5,0 m/s · Gradiente médio > 60 mmHg → seguimento a cada 3–6 meses e discussão precoce com Heart Team.

📋 Conduta na UBS por Gravidade

Leve: Tranquiliza. Repetir eco em 3–5 anos.
Moderada: Encaminha ao cardiologista. Repetir em 1–2 anos.
Importante: Urgência. Repetir em 6–12 meses. Sintomático = intervenção imediata.

Situação: AVA ≤ 1,0 cm² (grave) + Gradiente médio < 40 mmHg (parece leve). Duas variantes:

1) FEVE reduzida (<50%): coração fraco não gera pressão suficiente. → Eco estresse com dobutamina. Se ↑ volume sistólico ≥ 20% (reserva contrátil): recalcula AVA e gradiente. AVA mantém ≤ 1,0 = real | AVA aumenta ≥ 0,3 = pseudoestenose.

2) EA Paradoxal (FEVE preservada): câmara interna pequena (hipertrofia extrema) → pouco volume → baixo gradiente. Critérios: AVAi ≤ 0,6 cm²/m², VEI < 35 mL/m², Escore cálcio > 1.300 AU (♀) ou > 2.000 AU (♂).

Resposta curta para prova: "EA grave + IC + gradiente baixo = Low Flow Low Gradient → eco de estresse com dobutamina."

06. Indicações de Intervenção — EA

Cenário ClínicoSBC 2020ACC/AHA 2020ESC 2025
Sintomático (CF ≥ 2, síncope ou angina)I AI AI B
Assintomático + FEVE < 50%I BI BI C
Assintomático + Teste Ergométrico positivoIIa BIIa BI C ★
EA Crítica (AVA <0,7; Vmáx >5,0; GM >60)IIa CIIa BIIa C
Low Flow/Low Gradient com reserva contrátilIIa BIIa BI C ★
EA Paradoxal sintomáticaIIa CIIa CIIa C
📌 ESC 2025 mais agressiva ★ — Teste ergométrico positivo e Low Flow/Low Gradient com reserva contrátil subiram para Classe I na última versão europeia. Tendência global de intervir mais precocemente.

TAVI vs. SAVR — Quem recebe o quê?

PerfilSBC 2020ACC/AHA 2020ESC/EACTS 2025
Inoperável / Alto riscoTAVI · I ATAVI · I ATAVI · I B
Risco intermediárioTAVI · I ATAVI · IIa BTAVI · I B
Baixo risco – IdosoTAVI · I ATAVI · I ATAVI · I A
Baixo risco – Jovem (<70a SBC / <65a AHA / <75a ESC)SAVR preferencialSAVR · I ASAVR · I B
💡 Por que TAVI não é universal ainda?

Custo (~R$ 200.000 no Brasil). Falta de dados de durabilidade em <70 anos. Via transfemoral é a preferida (menor morbimortalidade). A ESC 2025 já recomenda TAVI para praticamente todos os idosos.

Frequência de Reavaliação pelo Eco

Leve (Vmáx 2–2,9)
3–5 anos
Moderada (Vmáx 3–3,9)
1–2 anos
Importante Assint.
6–12 meses
Muito importante (Vmáx >5)
3–6 meses

07. Escolha da Prótese

🔩
Prótese Metálica
Durável — não precisa trocar.

⚠️ Anticoagulação vitalícia com warfarina, INR 2–3.

❌ NOACs (apixabana, dabigatrana, rivaroxabana) contraindicados — maior mortalidade nos estudos.

❌ Evitar em mulheres férteis (warfarina teratogênica) e trabalhadores com risco de trauma/sangramento.
🌿
Prótese Biológica
Durabilidade ~10–12 anos (precisa trocar).

✅ Sem anticoagulação permanente.

✅ Preferida em: idosos, mulheres férteis, risco de sangramento.

💡 Tendência crescente em jovens: possibilidade futura de Valve-in-Valve (TAVI) na retroca — evita nova cirurgia a peito aberto.
TipoACC/AHA 2020ESC/EACTS 2025
Mecânica preferencial< 50 anos (IIa B)< 60 anos (IIa B)
Decisão individualizada50–65 anos60–65 anos
Biológica preferencial> 65 anos (IIa B)> 65 anos (IIa C)
🔴 PROVA — Anticoagulação em Prótese Metálica

SOMENTE warfarina. INR alvo: 2–3.
NOACs são contraindicados — todos os estudos mostraram maior mortalidade em prótese metálica.

08. Insuficiência Aórtica — Fisiopatologia

"Se a estenose era problema de pressão, aqui é acúmulo de volume. A válvula não consegue fechar — o sangue reflui para dentro do VE na diástole."
📊 SLIDE — "O maior desafio é identificar o momento exato da intervenção antes que ocorra disfunção sistólica irreversível, muitas vezes em pacientes totalmente assintomáticos." A fibrose miocárdica pode se instalar antes dos sintomas.
↑ Pré-carga → volume regurgitante + retorno venoso → ↑ Volume Diastólico Final (VDFVE)
Frank-Starling ativo → estiramento das fibras → ↑ força de contração → volume sistólico mantido
Hipertrofia excêntrica → adição de sarcômeros em série → dilatação ventricular → acomoda volume extra sem ↑ pressão diastólica (fase assintomática longa)
Descompensação → ↑ tensão parietal (Lei de Laplace) → fibrose miocárdica irreversível → queda da FEVE → IC
⚙️
Folhetos
Degenerativa · Reumática · Bicúspide · Endocardite
🩸
Raiz Aórtica
HAS · Aneurisma · Marfan · Sífilis · Takayasu
CaracterísticaIA AgudaIA Crônica
Tamanho do VENormalDilatado
Pressão de pulsoNormal/reduzidaAlargada (divergente)
Sinais periféricosAusentesExuberantes
SoproCurto (precoce)Longo (holodiastólico)
ClínicaEdema agudo / ChoqueAssintomático por anos

⛔ Contraindicação absoluta na IA Aguda: Balão Intra-Aórtico (aumenta o refluxo e piora a hemodinâmica!).

Manejo IA aguda: Cirurgia de emergência + Nitroprussiato (↓ pós-carga) + Dobutamina (inotrópico). Causas: endocardite, dissecção de aorta, trauma.

No eco: VE normal = aguda · VE dilatado = crônica.

09. Semiologia — Insuficiência Aórtica

Grande volume sistólico + rápido refluxo diastólico → pressão de pulso divergente (ex: 160×40 mmHg). Todos os sinais abaixo derivam dessa hemodinâmica alterada.

🎵 Sopros na IA

Principal: Sopro protodiastólico aspirativo, decrescente, melhor em foco aórtico acessório (borda esternal esquerda) com paciente sentado e inclinado à frente.

Sopro de Austin Flint PROVA: O jato regurgitante da aorta colide com o folheto anterior da mitral → vibração → sopro diastólico em foco mitral. Simula estenose mitral, mas o problema é na válvula aórtica.

💧
Pulso de Corrigan
Pulso "em martelo d'água": ascensão rápida e colapso abrupto. Melhor sentido na carótida.
🤕
Sinal de Musset
Paciente balança a cabeça ritmicamente, sincrônico com o batimento cardíaco. Visível de longe.
💅
Sinal de Quincke
Comprima levemente o leito ungueal: alternância de vermelho/branco pulsando. Pulso capilar visível.
🔫
Sinal de Traube
Ausculta femoral: som de "tiro de pistola". Fluxo pulsante de alta pressão gerando estalido.
👄
Sinal de Müller
Pulsação sistólica visível da úvula. Peça o paciente abrir a boca e observe a úvula tremendo.
🩺
Sinal de Duroziez
Compressão da femoral com estetoscópio: sopro sistólico + diastólico bidirecional pelo fluxo amplo.
🔴 Pressão de Pulso Divergente PROVA

PA tipo 160×40 ou 130×50 → pensar em IA. Diastólica cai (sangue reflui) enquanto sistólica sobe (grande volume ejetado). Única valvopatia com esse padrão tão marcado.

10. Ecocardiograma — Insuficiência Aórtica

ParâmetroLeveModeradaImportante
Vena Contracta (mm)< 33 – 6> 6
PHT (Pressure Half-Time) (ms)> 500200 – 500< 200
Fluxo na aorta descendenteAusente/breveIntermediárioHolodiastólico
Volume Regurgitante (mL/bat)< 3030 – 59≥ 60
Fração Regurgitante (%)< 3030 – 49≥ 50
EROA (cm²) PROVA< 0,100,10 – 0,29≥ 0,30
📌 SLIDE — Fluxo reverso holodiastólico na aorta descendente é sinal altamente específico de IA importante.

11. Indicações de Intervenção — IA

Cenário ClínicoSBC 2020ACC/AHA 2020ESC 2025
Sintomático + IA ImportanteI BI BI B
Assintomático + FEVE < 50%I BI BI B
Concomitante c/ outra cirurgia (CRM, aorta, outra valva)I CI BI C
Assintomático + DSVE > 50mm (ou > 25mm/m²)IIa CI B ★I B ★
Assintomático + DSVE > 20–22mm/m² ou declínio progressivo da FEVEIIa BIIa B
📌 SLIDE — Tendência Atual ★ — ACC/AHA e ESC tornaram-se mais agressivas: DSVE > 50mm passou a Classe I (vs. IIa na SBC). Objetivo: prevenir fibrose miocárdica irreversível antes dos sintomas.
📐 Gatilhos Ecocardiográficos
FEVE — Classe I
< 50%
Principal preditor sobrevida pós-op
DSVE — Classe I
> 50 mm
Ou > 25mm/m² (indexado)
DDVE — Alerta
> 70 mm
Dilatação extrema
GLS — IIa
< –14%
Disfunção subclínica por Speckle Tracking

Reavaliação pelo Eco — IA Crônica

Leve
3–5 anos
Moderada
1–2 anos
Importante estável
6–12 meses
DDVE > 60mm
3–6 meses
💊 Controle Pressórico na IA

HAS acelera dilatação ventricular. Alvo: PAS < 130 mmHg. Preferência: vasodilatadores — IECA, BRA ou BCC.

12. Heart Team

📌 SLIDE — Obrigatório — Avaliação por Heart Team institucional é pré-requisito mandatório em todas as três diretrizes para definição de TAVI vs. cirurgia.
🫀
Cardiologista Clínico
Gerencia a longo prazo. Identifica o momento da intervenção.
🔪
Cirurgião Cardíaco
Avalia risco cirúrgico (STS Score / EuroSCORE II) e viabilidade técnica.
🩻
Hemodinamicista
Avalia acessos vasculares e viabilidade para TAVI transfemoral.
📡
Ecocardiografista
Quantifica a gravidade hemodinâmica com precisão.
🖥️
Radiologista
Analisa Angio-TC (TAVI protocol) para dimensionamento e acessos.
👵
Geriatra
Avalia fragilidade (Frailty), cognição e independência funcional.
🎯 Pilares da Decisão

Risco cirúrgico (STS / EuroSCORE II) · Anatomia (aorta em porcelana, acessos, coronárias) · Fragilidade (Katz, Lawton, Fried, nutrição) · Preferência do paciente e expectativa de vida.

13. Quiz — Estilo Prova de Residência

1. Paciente de 68 anos, dispneia aos esforços. ECO: AVA 0,8 cm², gradiente médio 48 mmHg. Classificação e conduta?
2. Jovem de 23 anos, sopro sistólico ejetivo em foco aórtico. Sem histórico reumático. Diagnóstico mais provável?
3. EA importante. AVA 0,6 cm², gradiente médio 32 mmHg, FEVE 38%. O que fazer?
4. Mulher de 28 anos troca válvula aórtica. Deseja ter filhos. Qual prótese e por quê?
5. Paciente com IA importante assintomática, FEVE 52%, DSVE 54mm. Conduta pela ACC/AHA 2020 e ESC 2025?
6. Sinal de Musset na IA significa:

14. Checklist — O Mínimo Para a Prova

Clique para marcar como revisado ✓

  • EA = doença de idoso. Causa principal: degenerativa. Jovem → bicúspide.
  • EA: sopro SISTÓLICO ejetivo, foco aórtico, formato "diamante". Parvus et tardus no pulso.
  • Fenômeno de Gallavardin: sopro EA irradiado para ápice — não confundir com IM.
  • Tríade EA: Angina (5a) → Síncope (3a) → Dispneia (2a). Qualquer sintoma = intervir (Classe I).
  • Eco EA importante: AVA ≤ 1,0 cm² E gradiente médio ≥ 40 mmHg.
  • Mau prognóstico: AVA < 0,7 · Vmáx > 5,0 · GM > 60 mmHg → seguimento 3–6 meses.
  • Low Flow Low Gradient: EA grave + IC → gradiente baixo → eco de estresse com dobutamina.
  • Intervir na EA: sintoma (Cl.I) ou assintomático com FEVE < 50%.
  • TAVI: idosos, alto risco. SAVR: jovens com baixo risco (<70a SBC / <65a AHA / <75a ESC).
  • Prótese metálica → SOMENTE warfarina, INR 2–3. NOACs contraindicados.
  • Biológica: sem anticoagulação permanente. Trocar ~10–12 anos. Permite Valve-in-Valve.
  • IA = problema de VOLUME. Hipertrofia excêntrica. Fase assintomática muito longa.
  • IA: sopro DIASTÓLICO aspirativo. Pressão de pulso divergente (ex: 160×40).
  • Sinais IA: Corrigan · Musset · Quincke · Traube · Müller · Duroziez.
  • Austin Flint = refluxo aórtico batendo na mitral → pseudoestenose mitral (problema = aórtica).
  • Eco IA importante: EROA ≥ 0,30 cm² | Vol. reg. ≥ 60 mL | Fração reg. ≥ 50%.
  • Intervir na IA: sintoma, FEVE < 50% ou DSVE > 50mm (Cl.I ACC/AHA e ESC 2025).
  • IA Aguda: VE normal, emergência, BIA contraindicado!
  • Heart Team: obrigatório em todas as diretrizes antes de decidir TAVI vs. cirurgia.
🎓 Síntese Final dos Slides

EA: Sintomas = intervenção imediata. Não aguardar piora.
IA: Não aguarde sintomas — FEVE <50% e DSVE >50mm são gatilhos para cirurgia (Cl. I na AHA/ESC).
TAVI vs. SAVR: decide por idade, risco cirúrgico e anatomia. Heart Team é obrigatório.
Tendência global: intervir mais cedo, antes da fibrose miocárdica irreversível.

📚 Fontes — SBC 2020 (Arq Bras Cardiol 115:720-775) · ACC/AHA 2020 (JACC 77:e25-e197) · ESC/EACTS 2025 (Eur Heart J, atualização 2025)