Estenose + Insuficiência · Aula integrada com os Slides Oficiais · Diretrizes SBC 2020 · ESC/EACTS 2025 · ACC/AHA 2020
| Etiologia | Perfil | Detalhe |
|---|---|---|
| Degenerativa | Idosos >75a | Calcificação progressiva. Fatores ateroscleróticos (HAS, dislipidemia). Causa mais prevalente globalmente. |
| Bicúspide | Jovens (congênita) | 2% da população geral. Associação com aortopatia em 70% dos casos. PROVA |
| Reumática | Jovens (febre reumática) | Fusão comissural. Frequentemente associada a acometimento mitral. Ainda relevante no Brasil. |
Jovem com sopro sistólico em foco aórtico = válvula aórtica bicúspide até prova em contrário. Alteração congênita: nasce com 2 folhetos em vez de 3.
Sopro sistólico ejetivo em foco aórtico, formato "diamante" (crescendo-decrescendo), pico telessistólico.
Parvus et tardus: pulso de baixa amplitude e ascensão lenta. PROVA
Fenômeno de Gallavardin: irradiação dos componentes agudos para o ápice, simulando IM — não confundir. PROVA
B2: Hipofonético ou desdobramento paradoxal.
1º sintoma · isquemia coronariana
Cardiogênica = "liga/desliga"
Sintoma final · IC instalada
Os slides confirmam: a tríade marca o início do declínio prognóstico. Qualquer sintoma em EA importante = indicação de intervenção Classe I em todas as diretrizes.
Cardiogênica: "liga/desliga" — cai sem aviso, recupera rápido, sem confusão pós-ictal, sem incontinência.
Neurológica: demora acordar, confusão ao acordar, pode ter incontinência, mordida de língua.
"Papai tava na moto, caiu seco. Nem deu tempo de estender a mão." → cardiogênica.
Parâmetros completos segundo a Diretriz SBC 2020:
| Parâmetro | Leve | Moderada | Importante |
|---|---|---|---|
| AVA (cm²) | > 1,5 | 1,0 – 1,5 | ≤ 1,0 |
| AVA indexada (cm²/m²) | > 0,85 | 0,6 – 0,85 | ≤ 0,6 |
| Gradiente médio (mmHg) | < 25 | 25 – 39 | ≥ 40 |
| Vmáx do jato (m/s) | < 3,0 | 3,0 – 3,9 | ≥ 4,0 |
| Razão de velocidades | > 0,50 | 0,25 – 0,50 | < 0,25 |
AVA < 0,7 cm² · Vmáx > 5,0 m/s · Gradiente médio > 60 mmHg → seguimento a cada 3–6 meses e discussão precoce com Heart Team.
Leve: Tranquiliza. Repetir eco em 3–5 anos.
Moderada: Encaminha ao cardiologista. Repetir em 1–2 anos.
Importante: Urgência. Repetir em 6–12 meses. Sintomático = intervenção imediata.
Situação: AVA ≤ 1,0 cm² (grave) + Gradiente médio < 40 mmHg (parece leve). Duas variantes:
1) FEVE reduzida (<50%): coração fraco não gera pressão suficiente. → Eco estresse com dobutamina. Se ↑ volume sistólico ≥ 20% (reserva contrátil): recalcula AVA e gradiente. AVA mantém ≤ 1,0 = real | AVA aumenta ≥ 0,3 = pseudoestenose.
2) EA Paradoxal (FEVE preservada): câmara interna pequena (hipertrofia extrema) → pouco volume → baixo gradiente. Critérios: AVAi ≤ 0,6 cm²/m², VEI < 35 mL/m², Escore cálcio > 1.300 AU (♀) ou > 2.000 AU (♂).
Resposta curta para prova: "EA grave + IC + gradiente baixo = Low Flow Low Gradient → eco de estresse com dobutamina."
| Cenário Clínico | SBC 2020 | ACC/AHA 2020 | ESC 2025 |
|---|---|---|---|
| Sintomático (CF ≥ 2, síncope ou angina) | I A | I A | I B |
| Assintomático + FEVE < 50% | I B | I B | I C |
| Assintomático + Teste Ergométrico positivo | IIa B | IIa B | I C ★ |
| EA Crítica (AVA <0,7; Vmáx >5,0; GM >60) | IIa C | IIa B | IIa C |
| Low Flow/Low Gradient com reserva contrátil | IIa B | IIa B | I C ★ |
| EA Paradoxal sintomática | IIa C | IIa C | IIa C |
| Perfil | SBC 2020 | ACC/AHA 2020 | ESC/EACTS 2025 |
|---|---|---|---|
| Inoperável / Alto risco | TAVI · I A | TAVI · I A | TAVI · I B |
| Risco intermediário | TAVI · I A | TAVI · IIa B | TAVI · I B |
| Baixo risco – Idoso | TAVI · I A | TAVI · I A | TAVI · I A |
| Baixo risco – Jovem (<70a SBC / <65a AHA / <75a ESC) | SAVR preferencial | SAVR · I A | SAVR · I B |
Custo (~R$ 200.000 no Brasil). Falta de dados de durabilidade em <70 anos. Via transfemoral é a preferida (menor morbimortalidade). A ESC 2025 já recomenda TAVI para praticamente todos os idosos.
| Tipo | ACC/AHA 2020 | ESC/EACTS 2025 |
|---|---|---|
| Mecânica preferencial | < 50 anos (IIa B) | < 60 anos (IIa B) |
| Decisão individualizada | 50–65 anos | 60–65 anos |
| Biológica preferencial | > 65 anos (IIa B) | > 65 anos (IIa C) |
SOMENTE warfarina. INR alvo: 2–3.
NOACs são contraindicados — todos os estudos mostraram maior mortalidade em prótese metálica.
| Característica | IA Aguda | IA Crônica |
|---|---|---|
| Tamanho do VE | Normal | Dilatado |
| Pressão de pulso | Normal/reduzida | Alargada (divergente) |
| Sinais periféricos | Ausentes | Exuberantes |
| Sopro | Curto (precoce) | Longo (holodiastólico) |
| Clínica | Edema agudo / Choque | Assintomático por anos |
⛔ Contraindicação absoluta na IA Aguda: Balão Intra-Aórtico (aumenta o refluxo e piora a hemodinâmica!).
Manejo IA aguda: Cirurgia de emergência + Nitroprussiato (↓ pós-carga) + Dobutamina (inotrópico). Causas: endocardite, dissecção de aorta, trauma.
No eco: VE normal = aguda · VE dilatado = crônica.
Grande volume sistólico + rápido refluxo diastólico → pressão de pulso divergente (ex: 160×40 mmHg). Todos os sinais abaixo derivam dessa hemodinâmica alterada.
Principal: Sopro protodiastólico aspirativo, decrescente, melhor em foco aórtico acessório (borda esternal esquerda) com paciente sentado e inclinado à frente.
Sopro de Austin Flint PROVA: O jato regurgitante da aorta colide com o folheto anterior da mitral → vibração → sopro diastólico em foco mitral. Simula estenose mitral, mas o problema é na válvula aórtica.
PA tipo 160×40 ou 130×50 → pensar em IA. Diastólica cai (sangue reflui) enquanto sistólica sobe (grande volume ejetado). Única valvopatia com esse padrão tão marcado.
| Parâmetro | Leve | Moderada | Importante |
|---|---|---|---|
| Vena Contracta (mm) | < 3 | 3 – 6 | > 6 |
| PHT (Pressure Half-Time) (ms) | > 500 | 200 – 500 | < 200 |
| Fluxo na aorta descendente | Ausente/breve | Intermediário | Holodiastólico |
| Volume Regurgitante (mL/bat) | < 30 | 30 – 59 | ≥ 60 |
| Fração Regurgitante (%) | < 30 | 30 – 49 | ≥ 50 |
| EROA (cm²) PROVA | < 0,10 | 0,10 – 0,29 | ≥ 0,30 |
| Cenário Clínico | SBC 2020 | ACC/AHA 2020 | ESC 2025 |
|---|---|---|---|
| Sintomático + IA Importante | I B | I B | I B |
| Assintomático + FEVE < 50% | I B | I B | I B |
| Concomitante c/ outra cirurgia (CRM, aorta, outra valva) | I C | I B | I C |
| Assintomático + DSVE > 50mm (ou > 25mm/m²) | IIa C | I B ★ | I B ★ |
| Assintomático + DSVE > 20–22mm/m² ou declínio progressivo da FEVE | — | IIa B | IIa B |
HAS acelera dilatação ventricular. Alvo: PAS < 130 mmHg. Preferência: vasodilatadores — IECA, BRA ou BCC.
Risco cirúrgico (STS / EuroSCORE II) · Anatomia (aorta em porcelana, acessos, coronárias) · Fragilidade (Katz, Lawton, Fried, nutrição) · Preferência do paciente e expectativa de vida.
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EA: Sintomas = intervenção imediata. Não aguardar piora.
IA: Não aguarde sintomas — FEVE <50% e DSVE >50mm são gatilhos para cirurgia (Cl. I na AHA/ESC).
TAVI vs. SAVR: decide por idade, risco cirúrgico e anatomia. Heart Team é obrigatório.
Tendência global: intervir mais cedo, antes da fibrose miocárdica irreversível.