A WPW é causada por um feixe acessório (feixe de Kent) que conecta átrios e ventrículos fora do sistema de condução normal. A atividade elétrica desce pelo feixe acessório em paralelo ao nó AV, gerando pré-excitação ventricular.
"Se ele tiver o fio elétrico extra — o feixe acessório — toda a atividade do nó sinusal passa para o ventrículo pelo feixe extra também. Isso gera a onda delta. O diagnóstico é pela tríade: PR curto, onda delta e QRS alargado."
"Se ele tiver só PR curto com onda delta sem sintomas, é WPW assintomático. Se tiver sintomas de arritmia — taquicardia, síncope — é síndrome de WPW. Tem que investigar, pois pode degenerar em FA pré-excitada com resposta ventricular muito rápida e risco de morte súbita."
Na WPW, existe uma conexão muscular anômala entre átrio e ventrículo — o feixe de Kent — que contorna o nó AV. No ritmo sinusal normal, o impulso elétrico desce pelos dois caminhos ao mesmo tempo: pelo nó AV (mais lento) e pelo feixe acessório (mais rápido). Como o feixe de Kent não tem o retardo fisiológico do nó AV, ele ativa parte do ventrículo antes da hora — isso é a pré-excitação, que aparece no ECG como onda delta (uma rampa suave no início do QRS) e PR curto (o impulso chegou rápido demais).
A maioria dos portadores de WPW é assintomática e descobre o padrão por acaso num ECG de rotina. O problema surge quando aparece uma taquicardia — geralmente uma reentrada pelo circuito nó AV + feixe acessório, similar à TRNAV, mas usando o feixe extra como um dos braços do circuito.
O cenário mais perigoso é a FA no contexto de WPW: se o paciente fibrilar e o feixe acessório tiver período refratário curto, os 400–600 impulsos atriais podem passar todos pelo feixe direto para o ventrículo, gerando frequências ventriculares de 250–300 bpm — o que degenera rapidamente em fibrilação ventricular e morte súbita. Por isso o uso de AV-nodais (que bloqueiam o nó AV e "empurram" tudo para o feixe) é absolutamente contraindicado nessa situação.
"Eu quero que vocês me deem frequência cardíaca, eixo elétrico, intervalo QT — normal ou alterado — e que me digam se viram alguma alteração. Isso é o básico que vão sair daqui sabendo. O resto é ao longo da formação."
"Vai ter uma questão de TSV — ritmo regular, QRS estreito, sem onda P, conduta. Vai ter uma de FA, uma de flutter. Vai ter a TRNAV para explicar o mecanismo. Já estou dizendo: está na prova."
Segundo a professora, diretamente
Traçar tangente. Medir quadradinhos × 0,04s. Usar calculadora (FC + QT) para dizer se normal ou alargado.
D1 e aVF positivos = eixo normal. D1 positivo e aVF negativo = desvio esquerdo. D1 negativo e aVF positivo = desvio direito.
FC >100 + QRS estreito + ritmo regular + ausência onda P = TSV. Saber conduta inicial.
Via alfa (lenta, refratário curto) e via beta (rápida, refratário longo). Por que há ausência de onda P. Pseudo-S em D2.
Morfologia no ECG. FA = irregular caótico. Flutter = dente de serra, ondas F, condução 2:1 → FC ~150.
Tríade: PR curto + onda delta + QRS alargado. Não usar AV-nodais em FA com WPW.
Fórmulas de correção do QT (Bazett, Fridericia etc). Diagnóstico diferencial fino entre tipos de TSV. Bloqueios de ramo avançados (próximas aulas).
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